Mãe de criança vítima de leishmaniose em Parauapebas desmente nota emitida pela Prefeitura


Após a repercussão negativa acerca da morte da criança de dois anos, vítima de leishmaniose em Parauapebas, Prefeitura emite nota de esclarecimento e é desmentida pela mãe da menina



Ainda muito abalada pela perda da filha, a moradora de Parauapebas, e mãe da criança morta em decorrência da leishmaniose, Eva Gouveia Leal falou com a reportagem do blog Fala Sério. Em sua declaração, ela desmentiu alguns pontos da nota enviada à imprensa pela Prefeitura do município.


Segundo Eva, sua filha não era de São Felix do Xingu. De acordo com a mãe, a família já habita a capital do minério há quatro anos. Eva explicou que mora atualmente com o tio no Residencial Alto Bonito. “Vim morar com o meu tio quando ele foi contemplado com um apartamento aqui no bairro. Antes, eu morava de aluguel e agora vivemos todos juntos. Estou desempregada no momento e as coisas não estão nada fáceis.”

Durante a entrevista, a mãe da criança lembrou que a família visitou, de fato, o município de São Felix do Xingu. “Fomos até uma vila chamada Sudoeste a passeio e passamos algum tempo lá. No entanto, quando a gente saiu de Parauapebas para lá, minha filha já tinha alguns sintomas da doença. A nota diz que ela pegou a doença na cidade de São Felix, mas nós não passamos por lá; ficamos no interior. A nota não diz a verdade, nós somos de Parauapebas e a doença foi adquirida aqui.”

Eva também relatou que o primeiro exame realizado no hospital teve resultado negativo. “Eles fizeram o teste rápido e não acusou a doença. Eles então disseram que iam coletar o sangue dela para um exame mais profundo, mas que demoraria entre 30 e 40 dias para chegar o resultado. Para não esperar, nós levamos ela até a clínica do trabalhador e lá deu positivo para a doença. Foi então que voltamos para o hospital e demos a entrada já para que começasse o tratamento urgentemente.”

Eva relatou ainda que no mesmo quarto que sua filha estava internada algumas outras crianças também estavam com a doença e todas eram moradoras de Parauapebas.

Vale ressaltar que independente de onde a criança tenha contraído a doença, a obrigação de um hospital de grande porte, como o Hospital Geral, que custa milhões de reais por mês aos cofres públicos, é de fazer o diagnóstico precoce e correto da doença para que o tratamento adequado seja iniciado e que vidas possam ser salvas.

A redação do Fala Sério se solidariza com a dor dos familiares e amigos da criança e espera que o poder público, e os órgãos competentes fiscalizadores, como Câmara de Vereadores e Ministério Público, apurem esse caso e cobrem medidas efetivas no combate a proliferação da doença e no tratamento adequado aos doentes. Caso haja culpados, o blog espera que todos sejam responsabilizados.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.