Estrada de acesso à Serra Pelada é fechada por pequenos mineradores e proprietários rurais
Interdição
aconteceu na manhã desta segunda-feira no município de Curionópolis.
Empresários pedem regularização das atividades de exploração do manganês
Mais de 200 pequenos mineradores e proprietário rurais
fecharam na manhã desta segunda-feira (9) a estrada que dá acesso à Serra
Pelada, no município de Curionópolis. O protesto acontece por conta de uma
operação da Polícia Federal que proibiu o trabalho de exploração do manganês,
prendeu máquinas e equipamentos e fechou britadores na região. De acordo com os
pequenos empresários e ruralistas, a atividade mineral movimenta a economia
local e gera emprego e renda para muitas famílias da região.
Segundo o grupo, as denúncias dos trabalhos de exploração
do manganês teriam partido da empresa Vale . Segundo eles, a
gigante multinacional é detentora dos direitos de exploração do minério, mas
não possui o menor interesse na atividade. Ainda de acordo com os
trabalhadores, a empresa não libera a documentação para que a cooperativa de mineração
trabalhe no município. “Nós queremos que a Vale nos passe esse documento que
autoriza a exploração do manganês lá, pois a empresa não quer trabalhar nisso.
Queremos nos legalizar, mas precisamos desse apoio” afirmou um minerador por
meio de uma rede social.
Deixando clara a revolta, o grupo fechou a estrada e
exibiu faixas de protesto e óbvia insatisfação. “Vale, queremos ser ouvidos”, “Não
queremos atrapalhar ninguém, só queremos trabalhar”, “Não somos criminosos,
somos trabalhadores” eram alguns dos dizeres exibidos. De acordo com eles, enquanto a Vale não os chamar para uma conversa, não haverá acordo e ônibus e funcionários não passarão pelo bloqueio.
Procurada pela reportagem do Fala Sério, a multinacional
Vale se manifestou sobre o assunto. Em nota, a empresa afirmou que adotará
medidas judiciais cabíveis e que espera a atuação das autoridades competentes
contra o bloqueio do acesso às operação da mina de Serra Leste. Segundo a Vale,
o bloqueio incorre em crime contra o constitucional direito de ir e vir das
pessoas e causa prejuízos para Curionópolis, para o Pará e também para o Brasil.


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